Alcool ou Maconha?

Há uns três anos meu brother Regis Trovão, que na época adminstrava a Coletivo Galeria (bairro Pinheiros – São Paulo), me convidou pra fazer stand up no local. Confesso que a principio me senti meio desconfortável,  local pequeno, sem estrutura pra show, enfim, tinha tudo para dar errado, além disto o público de lá era formado por atores, escritores, dramaturgos, poetas, músicos, enfim, uma fauna que não tem muita afinidade com stand up comedy. Mas, mesmo com tudo contra, pelo menos na minha cabeça, aceitei o convite. Na época eu morava num flat na Bela Vista, fui pra lá a noite e escrevi o texto, sabia que tinha que falar algo que todos entenderiam, algo comum a maioria dos frequentadores daquele local, então cheguei ao tema: drogas. Misturando elementos da minha propria vivência com observações do dia a dia, elaborei um texto que abordava bem o assunto, falava não apenas de drogas, mas do comportamento do usuário, as mancadas, os “tombos”, os tiques etc… falava também sobre a proibição da maconha e comparava a permissividade dela em relação ao alcool. Na noite de apresentação, que foi du caralho, estava presente o escritor Marcelo Rubens Paiva que comentou ao final: “coloca no youtube que vai bombar”. A princípio não botei muita fé. Alguns meses depois fui convidado pra uma apresentação no Teatro Folha coma rapaziada do Seleção do Humor, encabeçada pelo grande Márcio Ribeiro (devo muito a este cara), e fiz apenas a parte em que comparo o alcool e a maconha. O meu amigo Paulo Leierer, cineasta de curtas, gravou e logo após fomos a sua produtora e ele postou no youtube, em pouco mais de 1 ano já estava na marca de 100 mil acessos. A profecia do Paiva se concretizava. Hoje o vídeo já passou de 500 mil views, ou como diz o Silvio Santos: Meio Milhão de acessos! Graças a este vídeo passei a ter um pouco de notoriedade no meio do stand up. Viajei pra Rondonia, Mato Grosso e por lá sempre encontrei pessoas que me reconheciam pelo vídeo, mas o máximo foi quando estive com minha família no Hopi Hari e passou por nós um grupo de adoescentes que gritaram pra mim: é alcool ou maconha? O Poder na internet.

A propósito, nao fumo maconha, alias, nem gosto de maconha, as poucas vezes que usei me senti muito lesado, mas mesmo assim acho absurdo proibir. E antes que algum retrógrado de plantão me acuse de fazer apologia explico que estou apenas questionando uma lei, e isto a constituição me permite. Graças a pessoas que um dia questionaram uma lei é que temos negros livre, mulheres votando, estudando, dirigindo, elegendo-se… Questionar é símbolo de liberdade. Libertas Quae Sera Tamen.

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