Arquivo de Maio, 2011

Final de semana gostoso. Hoje apresento meu show em Umuarama, no campus das UEM. O produtor é meu amigo Rafael, fundador e vocalista da banda Inimitável Fábrica de Jipes. Amanhã a parada é em Maringá, no Teatro Oficina da UEM.

Espero voces lá!

ADEUS, LACRAIA!

Lacraia  morreu sem saber o serviço que prestou ao povo brasileiro. Alguns anos antes do saudoso Lacraia invadir o Brasil montando sua eguinha  Pocotó, o país estava infestado de pagodeiros chinfrosos, caras que para mostrar um visual mais “agressivo” baseado num marketing de imagem, passaram a ostentar um corte de cabelo inusitado: raspado e tingido de loiro (era a segunda fase das modas medíocres que assolam nossa terra, a anterior era o famigerado cavanhaque). Todo grupo de pagode era formado por aquele monte de negão (afro descendentes) de cabelo raspado pintado de amarelo, e como eles estavam na crista da onda medíocre, logo outros medíocres de plantão passaram a seguir o modelo e aí as ruas começaram a ser invadidas por afros de cabelo raspado e tingido de loiro, esta praga se alastrava feito frieira e atingiu de cara uma categoria que não prima pelo bom gosto: jogadores de futebol. Todo fim de jogo lá estavam eles, de cabelo amarelado dando entrevista, cheios de empáfia, confiando no corte desafiador. O cabelo amarelo era a identidade do medíocre, lhe conferia status, ele orgulhava-se de sua cabecinha vazia, porem na moda. Mas, eis que no auge desta moda surge ela, Lacraia, montada em sua invisível eguinha Pocotó, e ela, também afro-descendente (neguinha), seguia a moda ditada pelos pagodeiros. O resultado é que os jogadores que ostentavam o tal corte como se fosse uma medalha de bom gosto e refinamento, começaram a ouvir agressivos gritos vindos da geral: vai Lacraia, vai Lacraia! E a partir daí o satatus quo estabelecido pelos pagodeiros ruiu, a partir dele(a) qualquer um que ostentasse o então fabuloso e notável corte escovinha pintado de amarelo, era imediatamente rebaixado a categoria de Lacraia, ia-se como mijo a empáfia. Em pouco tempo foram desaparecendo os pagodeiros e os jogadores de futebol deram logo um jeito em suas madeixas para fugirem do novo rótulo. Era o fim de uma Era, decretada pelo cavaleiro andante Lacraia e seu fiel escudeiro MC Serginho. Nossa Joana d’Arc do morro expulsou do território nacional os invasores. Ela deve ter morrido sem se dar conta deste serviço, então, fica aqui minha singela homenagem e minha gratidão ao grande e indômito Lacraia.

Alcool ou Maconha?

Há uns três anos meu brother Regis Trovão, que na época adminstrava a Coletivo Galeria (bairro Pinheiros – São Paulo), me convidou pra fazer stand up no local. Confesso que a principio me senti meio desconfortável,  local pequeno, sem estrutura pra show, enfim, tinha tudo para dar errado, além disto o público de lá era formado por atores, escritores, dramaturgos, poetas, músicos, enfim, uma fauna que não tem muita afinidade com stand up comedy. Mas, mesmo com tudo contra, pelo menos na minha cabeça, aceitei o convite. Na época eu morava num flat na Bela Vista, fui pra lá a noite e escrevi o texto, sabia que tinha que falar algo que todos entenderiam, algo comum a maioria dos frequentadores daquele local, então cheguei ao tema: drogas. Misturando elementos da minha propria vivência com observações do dia a dia, elaborei um texto que abordava bem o assunto, falava não apenas de drogas, mas do comportamento do usuário, as mancadas, os “tombos”, os tiques etc… falava também sobre a proibição da maconha e comparava a permissividade dela em relação ao alcool. Na noite de apresentação, que foi du caralho, estava presente o escritor Marcelo Rubens Paiva que comentou ao final: “coloca no youtube que vai bombar”. A princípio não botei muita fé. Alguns meses depois fui convidado pra uma apresentação no Teatro Folha coma rapaziada do Seleção do Humor, encabeçada pelo grande Márcio Ribeiro (devo muito a este cara), e fiz apenas a parte em que comparo o alcool e a maconha. O meu amigo Paulo Leierer, cineasta de curtas, gravou e logo após fomos a sua produtora e ele postou no youtube, em pouco mais de 1 ano já estava na marca de 100 mil acessos. A profecia do Paiva se concretizava. Hoje o vídeo já passou de 500 mil views, ou como diz o Silvio Santos: Meio Milhão de acessos! Graças a este vídeo passei a ter um pouco de notoriedade no meio do stand up. Viajei pra Rondonia, Mato Grosso e por lá sempre encontrei pessoas que me reconheciam pelo vídeo, mas o máximo foi quando estive com minha família no Hopi Hari e passou por nós um grupo de adoescentes que gritaram pra mim: é alcool ou maconha? O Poder na internet.

A propósito, nao fumo maconha, alias, nem gosto de maconha, as poucas vezes que usei me senti muito lesado, mas mesmo assim acho absurdo proibir. E antes que algum retrógrado de plantão me acuse de fazer apologia explico que estou apenas questionando uma lei, e isto a constituição me permite. Graças a pessoas que um dia questionaram uma lei é que temos negros livre, mulheres votando, estudando, dirigindo, elegendo-se… Questionar é símbolo de liberdade. Libertas Quae Sera Tamen.

Pastor Adelio

Soua ateu a maior parte do tempo, quando tenho alguma recaída basta ler algumas páginas de DEUS UMA ILUSÃO de Richard Dawkins ou fazer algumas perguntas pertinenentes envolvendo sofrimento, tragédias naturais e o fato do morcego não ter um predator natural que volto logo ao normal. Ser ateu tem vantagens e desvantagens. Uma das vantagens é que posso viajar sozinho, deus nunca me acompanha, e tem desvantagem,  tenho que pagar minhas contas,  não posso simplesmente dizer: deus lhe pague.

Mas, em relação a deus, sou tranquilo, nem entro numas com os crentes e teístas de plantão, embora eles vivam o tempo todo tentando me converter e me olham como se eu fosse o Tiririca dançando Gisele. Eu nunca disse a um teísta: voce pode até dizer que crê em deus, mas ele nao existe! em contrapartida os crentes vivem me dizendo: voce pode até nao crer em deus, mas ele crê em você! Mas, como eu dizia, minha bronca mesmo é com a religião. Os exegetas podem até entrar numas comigo, porem a história mostra que, quanto menos invasiva é a religião na vida das pessoas, melhor elas vivem, experimentam com mais intensidade e rapidez os avanços cientificos, vivem a arte e a cultura plenamente.

Como humorista pensei em falar deste assunto, a religião, de forma que não ficasse muito massante, depois de ver os videos de alguns comediantes norte americanos que defenestram deus e a igreja, pensei em fazer algo nesta linha, mas acabei desistingo, achei que ficaria parecendo proselitismo, entao imaginei um pastor que pudesse falar destes assuntos, um pastor ateu, e aí me veio o Pastor Adélio, o pastor que só fala a verdade. Inspirado nos servos Silas Malafaia (que é mala até no nome e no Waldomiro, o santo de chapéu), o Pastor Adélio tem os mesmos rompantes que caracterizam pastores evangélicos (acho que isto é pleonasmo).

Espero que você curta. Com voces: PASTOR ADELIO (ah! se todos fossem iguais a você)

Comprei, Não Gostei encenada no teatro Ouro Verde - Londrina

MARINGA E UMUARAMA

Neste final de semana viajo para Maringá e Umuarama com meu show Verborragia. O Rafael, vocalista e fundador da banda da Inimitável Fabrica de Jeeps é o produtor destes eventos que fazem parte do calendário 2011 da Universidade Estadual de Maringá.
Nesta apresentação vou testar material novo, um texto sobre vegetarianos e outro sobre putas, vou tentar tambem fazer a estréia nacional do Pastor Adélio, o pastor que só fala a verdade.
Te vejo lá!

FUTURAS INSTALACOES DO MEU BLOG.

BREVE AQUI: VIDEOS, FOTOS, AGENDA, TEXTOS E O QUE MAIS ME DER NA TELHA!